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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Depois de ser vilão, ovo se torna mocinho e aliado da boa nutrição


Ovo perdeu a fama de vilão para as gorduras saturadas e gorduras 
trans por ter alta qualidade nutricional e ser rico em proteínas e minerais




Por Rio de Janeiro
ovo é um alimento amplamente consumido no mundo inteiro e um dos mais completos na alimentação humana. Ele foi o grande vilão na década de 80 e 90 com a justificativa de ser rico em colesterol (225mg\unid) estaria relacionado a doenças cardiovasculares.
Ovo_eu_atleta (Foto: Getty Images)Comparada a outras fontes, proteinas do ovo são
consideradas padrão  (Foto: Getty Images)
Entretanto os estudos recentes e bem controlados demonstraram que os vilões das doenças cardiovasculares são as gorduras saturadas e as gorduras trans, possuem maior impacto no aumento do colesterol, sendo que 70% a 80% do colesterol sanguíneo é produzido pelo Fígado, sendo forte o componente genético. Precisamos ter atenção quanto ao preparo, não fritar o ovo. Utilizar cozido ou feito em panela anti-aderente.

O ovo possui alta qualidade nutricional, rico em proteínas de alto valor biológico, minerais como ferro, selênio, zinco e fósoforo; vitaminas A, E, K e do complexo B; carotenoides (zeaxantina e Luteína) e colina (importante componente do cérebro).

proteína do ovo pode ser considerada padrão quando se compara às outras fontes proteicas com 93,7% em valor biológico, a mais alta entre as fontes de proteína disponíveis na natureza, sendo que em 100g de ovo cozido encontra-se em média 13g de proteína, contendo os oito aminoácidos essenciais da dieta humana: lisina, metionina, triptofano, valina, histidina, fenilalanina, leucina, isoleucina e treonina. A proteína está presente em maior proporção na clara e em menor proporção na gema.

A gema é composta por lipídeos, na sua maioria por ácidos graxos mono e poli-insaturados, contém 225mg\unid de colesterol. Na gema contem maior quantidade defósforocálcio e ferro e na clara encontra-se em maior proporção sódio e potássio.
                                                      Nutrientes                                   Valores (100g)
 Energia Kcal  143
Proteina g12,56
Carboidrato g0,72
Gordura total g9,51
Monoinssaturada g3,6
Polinssaturada g1,9
Gordura saturada g3,1
Gordura trans g0
Colesterol mg372
Colina mg293
Riboflavina (B2) mg0,45
Cianocobalina (B12) mg0,89
Ácido fólico (B5) mg0
Vitamina D IU82
Vitamina A IU540
Pirodoxina (B6) mg0,17
Tiamina (B1) mg0,04
Vitamina E mg1,05
Selenium mg30,7
Fósforo mg198
Ferro mg1.75
Zinco mg1,29
Cálcio mg56
Sódio mg142
Potássio mg138
Magnesio mg12
Legenda: Kcal= quilocaloria; g=grama;
mg= miligrama; UI=unidade internacional
Fonte: Adaptado USDA (2012)
colesterol além de estar associado acomplicações cardiovasculares possui benefícios ao organismo, ele faz parte dos componentes das membranas celulares animal e é precursor da vitamina D, dos ácidos biliares e hormônios.
GOODROW e colaboradores (2006) investigaram o efeito do consumo de um ovo por dia em indivíduos acima 60 anos de idade durante cinco semanas e observaram que as concentrações de colesteroltotal, LDL, HDL e triglicerídios não se elevaram e  concluíram que o consumo de um ovo dia não influência nas concentrações de lipídios e colesterol do plasma sanguíneo. (Veja na tabela ao lado os nutrientes presentes em 100g de ovo fresco ou cru) 

ovo cozido se assemelha ao ovo cru. A refrigeração doméstica do ovo é importante parapreservação da qualidade do produto até o consumo, não armazenar na porta da geladeira.

Não comer ovo cru (clara ou gema), pois além de possuir fatores anti-nutricionais, sua proteína possui melhor qualidade quando desnaturada (aquecida), reduz o risco de contaminação por Salmonela, pois a bactéria é inativada em temperatura acima de 65 graus.

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As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Cris Perroni (Foto: GE)

Carboidratos e gordura: combustíveis do corpo durante prática de exercícios


Modalidade, duração e intensidade das atividades físicas determinam o quanto se “queima” de cada um dos nutrientes, principais fontes de energia




Por São Paulo

Durante a atividade física, nossos músculos utilizam a energia química dos nutrientes para produzir energia mecânica ou trabalho. Este é um processo bioquímico de grande complexidade que é regulado por vários fatores de natureza enzimática e hormonal.
Os nutrientes que se constituem nas principais fontes de energia durante o exercício físico são os carboidratos e as gorduras. Os músculos sempre se utilizam de uma mistura desses dois nutrientes na “queima” metabólica com oxigênio. Um dos aspectos que gera maiores controvérsias no entendimento deste processo é a relação entre o tipo, duração e intensidade dos exercícios e o quanto se “queima” de gordura ou carboidratos.
Alimentos ricos em carboidratos (Foto: Getty Images)Juntamente com a gordura, os carboidratos constituem as principais fontes de energia (Foto: Getty Images)
























Nos exercícios de menor intensidade, quando a demanda de energia é menos significativa, a gordura predomina como combustível, ou seja, os músculos se utilizam de uma mistura mais rica em gordura como fonte de energia. Com o aumento da intensidade, por exemplo, no exercício moderado, a mistura se equilibra entre gordura e carboidratos. Nos exercícios intensos, o carboidrato predomina como fonte de energia e, caso a intensidade se torne muito elevada, o carboidrato pode se tornar o único combustível do exercício.
O que explica esta mudança de combustível utilizado pelos músculos são os mecanismos reguladores, que seguem certa lógica. Quando o exercício é leve, o prognóstico é que ele possa ter longa duração. Sendo assim, os músculos utilizam as fontes de energia que se acumulam em maior quantidade, ou seja, as gorduras. O metabolismo das gorduras é mais lento, entretanto, como a demanda de energia é menor, não existe necessidade de uma mobilização mais rápida.
Na medida em que a intensidade de energia vai aumentando, na transição do exercício leve para o moderado e deste para o exercício intenso, os músculos vão desviando o combustível para o carboidrato, que tem um metabolismo mais rápido, porém apresentam reservas limitadas. Este é um dos fatores que limita a duração do exercício intenso.
Um dos efeitos do treinamento é a progressiva adaptação metabólica dos músculos, aumentando a utilização das gorduras e preservando os estoques de carboidratos. Esta adaptação possibilita aumentar a tolerância às corridas de longa duração e melhorar o desempenho. Ela proporciona também um grande benefício para os indivíduos que buscam redução de gordura corporal em programas de exercícios para perda de peso.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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