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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Uso de calçado minimalista gera dúvidas entre os pesquisadores


Opção por tipo de tênis com 'pisada natural' deve ser criteriosa, pois 
nem todos os atletas apresentam os efeitos da redução de impacto

Por São Paulo

Skechers GoBionic (Foto: Divulgação)Uso de calçado minimalista, que oferece pisada
'natural' ainda gera dúvidas (Foto: Divulgação)



















O calçado esportivo é um dos acessórios que maior evolução apresentou nas últimas décadas. As indústrias de material esportivo têm investido muitos recursos e pesquisas para cada vez mais aperfeiçoar principalmente o calçado do corredor. Antes da década de 70, quando começou o desenvolvimento dos calçados modernos, os corredores tinham por hábito correr descalços ou com calçados extremamente simples, quase uma sandália modificada.
A partir dos anos 70, começou uma fase de grande desenvolvimento dos calçados e a grande ênfase do desenvolvimento tecnológico era focada na eficiência do amortecimento do solado. A cada ano surgiam novos modelos com proposta de proporcionar um amortecimento mais eficaz, sem aumentar o peso do calçado.
Podemos dizer que esta fase durou cerca de 30 anos, até que recentemente surgiram questionamentos a respeito deste amortecimento. Prejuízo de performance, aumento do risco de lesões, limitação do estímulo proprioceptivo e aumento da força de colisão com o solo no calcanhar foram questionados por especialistas.
Em função destes questionamentos, nos último cinco anos, os pesquisadores voltaram a discutir de maneira mais consistente os possíveis benefícios de correr descalço. Seguindo esta tendência, as indústrias de calçados esportivos começaram a investir em novos modelos os quais tem a concepção do chamado calçado minimalista.
Este produto visa proporcionar um estilo decorrida natural, com todos os ajustes de pisada, absorção de impacto, etc sendo realizados pelo próprio aparelho locomotor, sem a interferência do calçado. É quase como uma luva vestida nos pés, proporcionando uma certa proteção contra escoriações.
Este tipo de calçado tem gerado grandes controvérsias entre os especialistas, e está longe de ser um consenso. Um artigo publicado este mês no "Medicine and Science in Sports and Exercise", revista oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva, alerta para a alta incidência de lesões durante o período de adaptação ao uso desses calçados para corrida.
O que é consenso entre a comunidade científica, é que a opção por este tipo de calçado deve ser bastante criteriosa, uma vez que nem todos os indivíduos apresentam os efeitos daredução de impacto como seria esperado. Além disso, para aqueles que optarem pelo tênis  minimalista é altamente recomendado uma transição bastante lenta e gradual, permitindo uma adaptação progressiva do aparelho locomotor.
Colaboração: Dra Gerseli Angeli
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Sedentarismo e pouca adesão para atividade física geram preocupação


Cardiologista destaca que os incentivos vindos dos governos, entidades esportivas, mídia e órgãos de saúde devem ser propostos à população




Por São Paulo
Várias evidências científicas acumuladas provaram o papel do exercício físico na prevenção e tratamento de doenças crônicas nos últimos tempos. Recentemente uma revisão de tudo o que já foi publicado está “online” na Revista Europeia do Coração (Euro Heart Journal) prioritariamente antes da edição impressa, com o título “Role of Exercise in the prevention of cardiovascular diseases”. O exercício pode ser considerado um pré-requisito fundamental para o bem estar e integridade física humana. Com o grande aprofundamento da biologia molecular, os mecanismos como a biodisponibilidade e a mobilização de células progenitoras puderam ser identificados com detalhes, o que melhorou a nossa compreensão dessa ferramenta terapêutica.
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Sedentário euatleta (Foto: Getty Images)Sedentarismo e baixa adesão para a atividade física preocupam a saúde pública (Foto: Getty Images)
Infelizmente, ainda ocorre uma baixa taxa de adesão para atividade física, tanto de pacientes como de saudáveis. Isso trouxe um motivo de preocupação para a saúde pública, esse crescente sedentarismo no mundo, consequente da alta “tecnologia do conforto”. Nessa publicação são propostos incentivos vindos dos governos, dos seguros de saúde, das entidades esportivas e sem dúvida acrescento das várias mídias existentes. O EU ATLETA é um exemplo pronto de incentivo à atividade física e ao esporte.
Uma das ideias colocadas são desonerações de impostos de um simples tênis até dos equipamentos de exercícios. Afinal, o resultado será menos gastos no tratamento das doenças crônicas que mutilam ou matam. As companhias de seguros já estão dando descontos para seus usuários que praticam esportes regularmente e até deduções no imposto de renda são usadas em alguns países. Melhorar e proteger as vias exclusivas para ciclistas e corredores, de escolares até trabalhadores comuns.
Estimular a caminhada para o trabalho e para a escola com mapas das distancias entre os pontos de parada, em todas as estações do metro e de onibus, foi uma ideia inicial da OMS (Organização Mundial da Saúde) há mais de 20 anos, agora incrementada .
Na verdade, todos nós que curtimos a atividade física, podemos convencer e trazer mais e mais praticantes, o que no fundo funciona como um programa de saúde para todos, sem demagogia, sem politicagem e de custos irrisórios.
PS: Nós médicos sempre fomos parceiros dos profissionais da saúde não médicos. A aprovação da Lei do Ato Médico depois de 11 anos de discussões foi encerrada elegantemente, com tudo acordado entre os vários Conselhos Federais, mas a demagogia e interesses excusos de politicos populistas, deturpou as conclusões impedindo o reconhecimento da profissão de médico, depois de mais de 120 anos de atuação a favor do bem estar da população.
Nabil Ghorayeb (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Você sabe o que são 200 calorias?



Confira o que representa essa quantidade calórica em porções de diversos alimentos - dos mais gordos aos mais magrinhos - e faça suas escolhas

Por Rio de Janeiro



Gastar duzentas calorias é tarefa simples: para uma pessoa de 60kg, basta caminhar durante 40 minutos, para alguém de 70kg, a opção pode ser pedalar na bicicleta por pouco mais de 20 minutos. A mesma pessoa de 60kg pode gastar 200 calorias em meia hora de ginástica aeróbica, ou de dança, se preferir.

O problema é que repor as tais 200 calorias é mais fácil ainda. É só caprichar na quantidade de manteiga sobre o pão no café-da-manhã e lá se vai todo o esforço pela boca a dentro. Para evitar que a falta de informação boicote seu sacrifício, traduzimos a tabela publicada pelo site americano WiseGeek, que mostra o que representam visualmente 200 calorias. Dá para encher o prato de aipo ou pimentões, mas apenas sujar o fundo da frigideira com óleo. A escolha é sua!

200 calorias (Foto: Arte Globoesporte)

sábado, 13 de julho de 2013

Obesos ativos x magros sedentários: comportamento deve ser considerado



Obesidade já é considerada epidemia mundial. Exercício físico funciona como protetor contra diabetes, mas outros problemas de saúde podem ameaçar


Por Rio de Janeiro

obesidade é uma doença crônica inflamatória e não transmissível, caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo. Sua prevalência cresceu acentuadamente nas últimas décadas, principalmente nos países em desenvolvimento. Sua causa é multifatorial e depende da interação de fatores genéticos, metabólicos, sociais, comportamentais e culturais. A obesidade já é considerada uma epidemia mundial.
Inúmeras pesquisas indicam que a diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, renais, digestivas, problemas hepáticos e ortopédicos estão associados ao excesso de gorduracorporal. A incidência dessas doenças é duas vezes mais alta entre homens obesos e quatro vezes mais entre mulheres obesas.
Obesidade Eu Atleta (Foto: Getty Images)Obesidade cresce de forma alarmante e já pode ser considerada uma epidemia mundial (Foto: Getty Images)






















Existe obesidade saudável? Esta questão já foi tema em congressos, publicações e regularmente ouvimos pessoas comentarem que estão obesas, mas não precisam se preocupar porque seus exames estão bons. Sim, existe “obesidade metabolicamente saudável”, ou seja, os exames laboratoriais estão dentro dos padrões, não apresentam diabetes, dislipidemias, hiperuricemia, entre outros.
A prática esportiva e a distribuição da gordura corporal também estão correlacionadas com as complicações e a proteção da saúde. Alguns estudos demonstram que obesos ativos possuem menor risco de saúde do que magros sedentários, pois o exercício físico também funciona como um protetor das doenças crônicas não transmissíveis.
No entanto, além das doenças metabólicas, a obesidade também está associada à asma, a alterações musculoesqueléticas e articulares, a problemas psicológicos e sociais, à redução da autoconfiança e da autoestima, à depressão, ansiedade e insatisfação com o corpo. Ou seja, não devemos levar em conta apenas os exames laboratoriais, mas lembrar que a obesidade é uma doença inflamatória, ligada ao comportamento e aos hábitos.
Valores de Circunferência Abdominal para Homens e Mulheres com risco de doenças cardiovasculares, hipertensão e resistência à insulina:
Risco aumentadoRisco muito aumentado
Homens     94cm    102cm
Mulheres     80cm     88cm




Existem dois tipos de obesidade: androide e a ginóide. A androide é mais predominante entre homens e mulheres após a menopausa. O indivíduo possui um formato parecido com uma maçã, com maior acúmulo de células de gorduras na região torácica e abdominal. Este tipo de obesidade é considerado de alto risco, com maior propensão a doenças cardiovasculares e morte prematura, e tendência a maiores complicações metabólicas como dislipidemias, resistência à insulina, diabetes de tipo 2, síndrome metabólica, inflamações e trombose.
A obesidade ginóide é predominante entre as mulheres. O indivíduo possui formato parecido com o de uma pera e está sujeito a um maior acúmulo de gordura nas coxas e quadris.
Obesidade e bem estar não “andam juntos”. Não devemos seguir a ditadura da beleza, mas, sim, manter um peso que não sobrecarregue as articulações e não limite os movimentos do corpo. Adotar um estilo de vida saudável com prática de exercícios físicos e alimentaçãoequilibrada e prazerosa é a melhor alternativa.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Cristiane Perroni (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Coração com hipertrofia: doença tem difícil diagnóstico e causa é genética


A vida esportiva dos portadores deve ser definida com o seu afastamento 
das competições, provas e de exercícios mais intensos para evitar riscos




Por São Paulo
Coração dor no peito (Foto: Getty Images)Hipertrofia no coração: doença tem causa genética
e é de diagnóstico difícil (Foto: Getty Images)
Bem, vamos esclarecer agora uma pergunta que recebi: o que é coração com a doença miocardiopatia hipertrófica. Numa coluna anterior, explicamos que o coração do atleta tem aumento das espessuras do seu contorno chamado de paredes cardíacas e das cavidades (os ventrículos) direito e esquerdo, até certo tamanho fisiológico. Mas, quando ultrapassam os limites, poderemos estar diante da miocardiopatia hipertrófica em vez do coração de atleta.
Essa doença é de causa genética (mutação) e pode ser transmitida aos descendentes. A dificuldade é diferenciar o normal do anormal mesmo baseado em exames e na experiência do cardiologista. Segundo a recente Diretriz em Cardiologia do Esporte e do Exercício, das Sociedades Brasileiras de Cardiologia e de Medicina do Esporte, necessitamos da consulta clínica, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e até ressonância magnética do coração para podermos fechar um diagnóstico. Certos casos são considerados difíceis e aí podemos tentar diagnosticar pelo mapeamento genético (difícil e caro) mas que se positivo confirma o que deve ser.
O problema mais frequente hoje em dia é que alguns diagnósticos por não seguirem a Diretriz e confundem coração de atleta normal e fisiológico com o de uma miocardiopatia, ou até pior, o inverso. Evidente que não existe certezas definitivas em medicina e muitas vezes a doença está no seu início e aí se confunde com o coração de atleta por não ter ultrapassado os limites ainda, por isso o acompanhamento médico periódico pode ajudar a esclarecer . Outra maneira de chegar ao diagnóstico é o afastamento das atividades físico/esportivas por 90 a 180 dias, se o coração diminuir de tamanho , provavelmente ele era de um coração de atleta e caso não se modificar ou continuar a aumentar de tamanho então é provável que seja o da miocardiopatia.
Podemos dizer que hoje já temos algumas opções de tratamento clínico, de intervenção, com dispositivos como o marca passo, de cirurgia cardíaca e o de cateterismo com alcoolização de pequenas artérias coronárias. A vida esportiva dos portadores da doença deve ser muito bem definida com seu afastamento das competições e de exercícios mais intensos, na verdade cada caso deve ser visto individualmente e a conduta também personalizada para evitar riscos.
Mais uma vez, ressaltamos que esportes e atividades físicas feitas com orientação, dentro dos limites de cada um e regulares não causam danos ou mortes, que só acontecem com usos de drogas proibidas , as lícitas como os anabolizantes, alguns energéticos estimulantes, excessos esportivos descontrolados, doenças não diagnosticadas ou não valorizadas pelos seus portadores. Pratique atividades físicas sempre com qualidade e em qualquer idade.
Nabil Ghorayeb (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Coração de atleta: excesso de treino pode causar problemas cardíacos



Lado cardiovascular do overtraining é objeto de estudo médico há anos




Por São Paulo
Corrida de rua - corredor cansado - cansaço (Foto: Arte/TVCA)Corridor cansado: excesso de treinamento pode
acentuar problemas cardíacos (Foto: Arte/TVCA)
Uma guia publicado no Eu Atleta explicou o chamado “Overtraining e seus efeitos: cuidado para não exagerar nos treinamentos”, bem claro em relação ao aparelho locomotor e que pode acometer um atleta ou um esportista amador. O lado cardiovascular desse problema é objeto de estudos médicos há muitos anos. No Brasil, preferimos chamá-la de Síndrome do Excesso de Treinamento (SET) cardiovascular. O que seria isso? É o estado que fica o organismo ao sofrer uma redução crônica no desempenho e na capacidade de treinar, geralmente observado após desequilíbrio entre a intensidade\volume de treino e o período de recuperação.
Chamamos de coração de atleta aquele coração adaptado e crescido, encontrado numa pessoa que treina regularmente. No século XVII foi feita a primeira observação de que a atividade física intensa modificava o tamanho do coração e a primeira descrição médica detalhada do chamado Coração de Atleta, ocorreu logo após a primeira Olimpíada da era moderna em 1896, em corredores de esqui “cross-country” na neve. Nos últimos anos, apesar da polêmica quanto ao seu caráter benigno ou não, das várias alterações, foram definidas algumas características do coração de atleta como fisiológicas:
1 - frequência cardíaca por minuto (pulsação) menor do que de um sedentário;
2 - maior consumo máximo de oxigênio (VO2) no atleta, comparado com indivíduo sedentário;
3 - dilatação e hipertrofia cardíaca. A elevada intensidade e grande duração dos estímulos ao aparelho circulatório, num exercício contínuo, com a pulsação cardíaca perto da máxima suportada, superando os limites fisiológicos seguros e aceitáveis do treinamento, podem causar danos cardiológicos, bem diferentes das citadas alterações fisiológicas e benignas de um coração de atleta.
Pesquisas sobre os efeitos no aparelho cardiovascular, do intenso treinamento físico sem orientação profissional, nos mostram os sinais e sintomas mais visíveis:
- irritabilidade incomum,
- auto cobrança de melhor performance mesmo quando já conquistada,
- insônia,
- fadiga não usual em exercícios habituais;
- pulsação persistentemente elevada na faixa de 100/min, mesmo no descanso (sono/repouso);
- deficiente retorno da pulsação aos níveis do repouso, até depois de uma hora;
- discreto inchaço nos tornozelos;
- presença de perigosas arritmias cardíacas.
Acredita-se que o excesso de treinamento é o provável causador das disfunções cardíacas, ou seja, a “fadiga” extrema do coração, detectada nos exames como arritmias num coração aparentemente normal. É causado por alterações do sódio e do potássio, persistente aumento da adrenalina circulante (catecolaminas) e o importante e perigosa diminuição da imunidade desse atleta, facilitando ser infectado por uma virose ou outras infecções. Ao contrário do que se imagina, quem exagera malhando demais e sem orientação, se torna vulnerável à várias infecções.
Os efeitos desses excessos para o aparelho cardiovascular, são terríveis para a performance e para a saúde. O tratamento começa pelo total afastamento dos treinos e outras medidas já citadas no artigo anterior. A grande dificuldade ainda está em definir com exatidão, qual o limite fisiológico seguro de um esporte para o coração sadio de um atleta. Mas uma planilha bem elaborada pelo educador físico faz a diferença entre um bom e efetivo treinamento, da Síndrome do Excesso de Treinamento.
Colaborou Dr. Renato Kalil Uehbe (Residente de Medicina do Esporte)
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Nabil Ghorayeb (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Os benefícios que a corrida pode proporcionar à saúde do coração


A melhora do desempenho nas corridas de longa duração guarda a estreita relação com a melhora da função de bomba do coração



Por São Paulo

Quais os benefícios que a corrida proporciona para a saúde do coração? A corrida é basicamente um exercício aeróbico e sua prática regular potencializa exatamente o sistema de transporte de oxigênio do qual o coração é o órgão fundamental.
A melhora do desempenho nas corridas de longa duração guarda estreita relação com a melhora da função de bomba do coração. O limite de aptidão aeróbica é definido pelo volume máximo de sangue que o coração á capaz de fazer circular por minuto, contemplando órgãos e tecidos e particularmente os músculos em exercício.
Corredores euatleta corrida (Foto: Getty Images)A corrida é um exercício aeróbico e sua prática potencializa o transporte de oxigênio (Foto: Getty Images)


















Este volume de sangue bombeado por minuto é definido como débito cardíaco máximo e representa o produto do número de batimentos cardíacos máximo pelo maior volume de sangue que o coração consegue ejetar em cada batimento (sístole).
Os benefícios do treinamento proporcionam ao coração do corredor aumentar o débito cardíaco máximo. Este efeito decorre da adaptação progressiva do coração aumentando gradualmente o volume ejetado em cada batimento. Esta adaptação torna o coração uma bomba mais eficiente, proporcionando também o efeito mais evidente constatado em indivíduos treinados que é a redução dos batimentos cardíacos.
Como aumenta o volume ejetado em cada batimento, para manter um determinado débito cardíaco, por exemplo correndo num ritmo submáximo, o coração ajusta um número de batimentos por minuto mais baixo. O mesmo efeito observamos durante o repouso, quando os batimentos cardíacos do indivíduo treinado chegam a ter reduções bastante significativas.
Na literatura científica encontramos relatos de atletas com ritmo cardíaco de repouso na faixa de 30 batimentos por minuto. Isto significa uma frequência menor que a metade do indivíduo sedentário, o que projeta um volume ejetado em cada sístole maior que o dobro do que ocorre no coração “destreinado”.
Esta adaptação significa um grande benefício para a saúde do coração, e além de proporcionar a melhora do desempenho, também acena com uma distância mais longa na expectativa de qualidade de vida e longevidade.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Isquiotibial, o músculo da 'fisgada'


Conheça as funções dos músculos posterioes da coxa, os principais fatores de risco e formas de evitar essa lesão comum a corredores e peladeiros



Por Jundiaí, SP
futebol eu atleta (Foto: Getty Images)Corredores e jogadores de futebol teme a famosa "fisgada" no posterior da coxa  (Foto: Getty Images)










Sabe "aquela" fisgada no posterior da coxa que tanto assusta ao final de um treino longo ou durante um jogo de futebol? As lesões nessa região da perna são frequentes em esportes que envolvam corrida, mas nem sempre são graves -podem ir de uma simples sensação dolorosa até uma ruptura de fibras musculares.
Os músculos posteriores da coxa são chamados de isquitibiais e têm ação sobre o joelho e o quadril. O principal papel dessa musculatura durante a corrida é frear um pouco antes do pé tocar o chão. Sem a sua contração nessa fase é como se o pé fosse chutado para frente com força todas as vezes que vai encontrar o chão: o joelho estica muito rápido.  Na fase em que o pé já está em contato com o solo essa musculatura auxilia na estabilização da posição do quadril.
Os principais fatores que aumentam o risco de lesão nos isquiotibiais são:

Fraqueza muscular: os músculos precisam de força para frear o movimento. Se lhes é exigido mais do que suportam pode ocorrer ruptura de fibras musculares. Porém é preciso mais do que “puxar peso” para treinar adequadamente essa musculatura. É necessário um trabalho de ação excêntrica (ao final do texto apresento um exercício para exemplificar);

* Lesão prévia: após uma primeira fisgada, aparentemente inocente, as chances de uma lesão mais grave aumentam. Isto acontece porque ocorre uma inibição do músculo pelo cérebro, que é quem controla toda a atividade muscular (o cérebro faz com que o músculo diminua sua contração e força). Como explicado no caso acima, se o músculo não tem força para dar conta do recado ele acaba sofrendo uma lesão;
Desequilíbrio muscular: falta de força nos músculos do quadril (glúteo máximo, por exemplo) faz com que os músculos posteriores da coxa tenham que trabalhar mais para compensar essa fraqueza, o que gera sobrecarga e lesão.
Fadiga: esse grupo muscular vai perdendo sua potência de ação ao longo do tempo, por isso lesões são mais frequentes no final de treinos e jogos. Alongamento é a primeira coisa que vem a cabeça quando se fala em dor em posterior de coxa não é mesmo? Porém pesquisas científicas mostraram que o alongamento não previne lesão nessa musculatura e pode até mesmo retardar o seu processo de recuperação.
Para treino de ação excêntrica dos músculos isquitibiais pode-se fazer o seguinte exercício: de joelhos, com alguém segurando seus pés, vá inclinando o corpo para frente, sem mexer o quadril. Lembre-se de manter o abdômen contraído.

Embora seja uma tecla já bastante batida, não custa relembrar: o aquecimento antes do treino (uma caminhada ou um trote leve, por pelo menos 10 minutos) é uma medida simples que contribuirá na prevenção da lesão nos músculos posteriores da coxa e tantas outras.Raquel Castanharo (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Trote e caminhada trazem benefícios e são indicados para todas as idades

Cardiologista recomenda prática regular e moderada de exercícios físicos e revela uma série de benefícios conquistados com o fim da vida sedentária


Por São Paulo
Segundo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das várias sociedades médicas existentes, incentivar a atividade física virou uma das obrigações dos médicos de todas as áreas. As perguntas sobre o que, quanto e quando fazer exercícios martelam especialistas desde o poderoso National Institute of Health - o Ministério de Saúde americano - até órgãos semelhantes espalhados pelo mundo. Finalmente concluíram que a simples caminhada acelerada - conhecida como trote - e as corridas, iniciadas em qualquer idade, trazem benefícios de graus variados para seus praticantes.
Pesquisas americanas mostraram que abandonar o sedentarismo, mesmo após os 75 anos, praticando caminhadas e corridas de três a cinco quilômetros, trouxe benefícios significativos. O metabolismo do açúcar e das gorduras aumentou, assim como as capacidades cardiorrespiratória e física, a resistência frente a eventuais doenças ficou maior e o psiquismo e o humor melhoraram, aumentando a qualidade de vida dos atletas.
corredor e ciclovia eu atleta (Foto: Getty Images)Corrida é recomendada para pessoas de todas as idades, trazendo inúmeros benefícios (Foto: Getty Images)










Casos de complicações nas corridas só ocorreram em pessoas que desconheciam ou desvalorizaram problemas cardíacos. Os benefícios virão a partir de 14 semanas de exercícios praticados de três a quatro vezes por semana, com uma duração média de 60 minutos e intensidade moderada.
Esportistas com idade superior aos 45 anos necessitam de uma consulta especializada e de um eletrocardiograma, além de exames de laboratório para avaliar a função do fígado, dos rins e da tireoide. Dependendo da intensidade, volume e da modalidade escolhida, devemos incluir o teste ergométrico, que deve ser levado até a exaustão do examinado e com o médico presente na sala, como determina o Conselho Federal de Medicina para garantir total segurança. Os valores dos batimentos cardíacos do exame servirão de base para realização de exercícios eficientes. As avaliações devem ser repetidas anualmente ou após a ocorrência de algum fato médico.
Nabil Ghorayeb (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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