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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tribulus Terrestris: fitoterápico que eleva o vigor sexual gera polêmica




Artigos científicos não comprovam que o suplemento originado de plantas naturais eleva a produção de testosterona e aumenta a massa muscular



Existem atualmente vários suplementos originados de plantas naturais aos quais se costuma atribuir benefícios funcionais incluindo aumento de massa muscular e melhora de desempenho físico. Um desses produtos é o chamado Tribulus Terrestris. Este fitoterápico é originado de uma planta chamada videira da punctura que curiosamente é considerada uma erva daninha. Tanto na literatura científica como em diversas fontes na internet, encontramos informações contraditórias sobre este produto. A hipótese é que seus princípios ativos teriam propriedades associadas ao aumento da produção de testosterona e do vigor sexual.


Tribulus Terrestris euatleta (Foto: Getty Images)Tribulus Terrestris: suplemento originado de planta natural gera polêmica (Foto: Getty Images)





















Neste mês, um importante artigo de revisão sobre este assunto foi publicado na revista científica Journal of Dietary Supplements. Os autores fizeram uma detalhada análise da literatura científica pertinente e a conclusão continua sendo a existência de grande controvérsia.
A grande maioria dos artigos científicos não consegue comprovar que o fitoterápico realmente eleve a produção de testosterona, apesar de algumas evidências em estudos com animais. Por outro lado, o mesmo artigo comenta a hipótese de o produto ter potencialmente um efeito sobre o desempenho sexual, provavelmente devido à liberação de óxido nítrico que sabidamente é um vasodilatador. Já os estudos que investigaram melhora de força e aumento da massa muscular não foram capazes de comprovar estes benefícios.

Na análise de seus componentes químicos também não foi identificado nenhum precursor da testosterona. No grande arsenal dos relatos populares encontramos descrição de benefícios relacionados à melhora de disfunção erétil e infertilidade.
Como a hipótese, apesar de não confirmada surgiu e ganhou força, a procura pelo produto é grande. Tem contraindicação usar? Existem relatos de restrições para pessoas hipertensas, também sem maiores comprovações científicas. Nesses casos, o bom senso recomenda evitar. Em relação aos benefícios fica, portanto, mais uma vez certa controvérsia, porém como a palavra final é sempre a da ciência, por enquanto o Tribulus Terrestris ainda carece de maior aval científico.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
Por São Paulo

Estudo mostra que cérebro está programado para fazer atividade física



Cientistas estudam fator genético que faria as pessoas se exercitarem com maior ou menos frequência. Prazer por exercícios poderia ser desenvolvido


Que a prática de atividade física regular faz bem à saúde todo mundo sabe. Mas porque será que mesmo sabendo dos benefícios muitas pessoas não se exercitam? Alguns cientistas começaram a especular se, além da falta de tempo comumente alegada, não existiria também um fator genético que faria as pessoas se exercitarem com maior ou menos frequência. E foi justamente isso que uma pesquisa da Universidade de Missouri, conduzida pelo Dr. Frank Booth, descobriu (ainda em ratos): que existem diferenças genéticas que fazem alguns se exercitarem mais do que outros.
Corrida mulher (Foto: Getty Image)Estudo mostra que é possível desenvolver área do cérebro que torna exercício prazeroso (Foto: Getty Image)
Os pesquisadores investigaram a expressão gênica de uma parte do cérebro responsável pelasensação de recompensa, aquele sentimento gratificante que sentimos após uma corridinha. Eles viram que essa parte do cérebro era mais desenvolvida nos ratos quegostavam mais de correr e menos desenvolvidas nos que praticamente não corriam na roda da gaiola. Ou seja, os ratos sedentários não corriam porque provavelmente não sentiam tanto prazer naquela atividade como os outros ratos, e isso é uma característica genética.

Porém, a conclusão da pesquisa não foi de que algumas pessoas estão fadadas ao sedentarismo e ponto. Eles continuaram os experimentos “forçando” os ratos sedentários a correrem mais e viram que isso alterou o cérebro deles, desenvolvendo mais a árearesponsável pela sensação de satisfação após a atividade física.

O Dr. Booth, em declaração ao The New York Times, disse que “os humanos podem ter genes que motivam a realização e exercícios físicos e outros genes que motivam ficar sentado no sofá, e com o passar das gerações um tipo de gene pode se tornar predominante na família. Mas predisposições não são ditatoriais. As pessoas podem decidir por se exercitaram e como o experimento final da pesquisa mostrou, elas podem recondicionar seus cérebros de modo que a atividade física se torne prazerosa.”
Raquel Castanharo (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
Por Jundiaí, SP
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