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sábado, 17 de agosto de 2013

Cardiologista sugere 20 minutos de aeróbico intenso ou 30 moderado


Nabil Ghorayeb fala sobre a polêmica que existe entre a intensidade e o volume das atividades físicas para promover o bem estar sem sobrepeso




Por São Paulo

Muito se fala sobre as recomendações para atividades físicas ou esportes, onde a mais citada modalidade é, sem dúvida, a conhecida corrida, seja na rua seja numa pista de parque ou algo semelhante. A polêmica que existe é sobre a intensidade e o volume desses exercícios, porque muitos julgam que quanto mais intenso, melhor será para o aparelho circulatório e respiratório. Como um médico do esporte e cardiologista, a visão é outra, recomenda-se a adoção de uma atividade regular, para promover saúde e bem estar sem sobrepeso. Mas o problema é quanto?
Corrida maratona eu atleta (Foto: Agência Reuters)Atividade física como a corrida é recomendada para reduzir risco de doenças na idade adulta (Foto: Reuters)




















Para reduzir o risco de doenças crônicas na idade adulta os estudos científicos mostraram a necessidade de pelo menos 30 minutos de atividade física de intensidade moderada (andar acelerado) na maioria dos dias da semana, consumindo umas 2000kcal/semana a mais do que se gasta numa semana, para se manter vivo.
Para muitas pessoas, maiores benefícios podem ser obtidos com uma atividade física mais intensa ou mesmo de maior duração.
1. Para promoção e manutenção de boa saúde, manter estilo de vida ativo.
2. Realizar exercícios aeróbicos de intensidade moderada com duração mínima de 30 minutos por cinco dias na semana ou atividades aeróbicas mais intensas, com duração de 20 minutos, três dias por semana.
3. Combinações de atividade física com exercícios moderados e intensos podem ser realizadas para atingir as recomendações oficiais, que são caminhar rapidamente por 30 minutos duas vezes por semana e correr 20 minutos em outros dois dias.
4. Os exercícios moderados e intensos somam-se às atividades diárias de leve intensidade como as tarefas do lar ou atividades de muito curta duração, como caminhar no estacionamento, subir em média três andares por dia, todos os dias .
5. Atividade física de moderada intensidade, que geralmente equivale a caminhar a passos rápidos, eleva a frequência cardíaca e pode atingir o objetivo de 30 minutos por dia ou dividir em pacotes ativos de duração maior ou igual a 10 minutos.
6. Atividade física intensa ou vigorosa pode ser exemplificada por corridas com respiração rápida e elevação significativa na pulsação cardíaca.
7. Além disso, recomendam-se exercícios que envolvam grandes grupos musculares, duas vezes por semana para manter ou melhorar a força muscular e a resistência.
8. Devido à relação dose-resposta entre atividade física e saúde, está se estudando a melhora da capacidade física, redução do risco para doenças crônicas e manutenção do peso, ao se ultrapassar a quantidade mínima recomendada de atividade física.
Nabil Ghorayeb (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Arritmia cardíaca: irregularidade da pulsação também atinge os atletas


Palpitações, acelerações, taquicardias e falhas dos batimentos cardíacos devem ser diagnosticadas e tratadas por especialistas ou cardiologistas





Por São Paulo
Pulsação arritmia cardíaca euatleta (Foto: Getty Images)Controlar a pulsação é uma forma de perceber
alguma irregularidade (Foto: Getty Images)
O tema é recorrente, algum atleta, um artista, um amigo, um parente teve uma arritmia e pronto: um tufão de perguntas e preocupações afloram. Arritmia é uma irregularidade da pulsação (dos batimentos cardíacos), seja as falhas chamadas de extrassístoles, a diminuição da pulsação abaixo de 60 por minuto nomeada de bradicardia (alguns pesquisadores propõem que seja abaixo de 50/min) e aceleração dos batimentos, acima de 100/min que chamamos de taquicardia.
A arritmia, seja qualquer das citadas, pode ser benigna ou não, depende de uma análise cardiológica criteriosa, onde exames devem ser realizados para quantifica-la e qualificá-la. Nesse nosso artigo, interessam as que têm algo a ver com exercícios e esportes.
O que sabemos, por nossas pesquisas feitas em milhares de esportistas e atletas no Instituto Dante Pazzanese de SP e no HCor – Hospital do Coração de SP, é que 15% deles apresentaram arritmias nos eletrocardiogramas (ECG) iniciais de avaliação, mas que foram consideradas benignas sem preocuparem.
Na população em geral essa porcentagem não passa de 10% dos que fazem o ECG. Essa constatação tem aumentado pois quanto mais intensa é a atividade física ou esportiva, mais arritmias temos detectado.
Para podermos caracterizar esse achado, se perigoso ou não, na consulta precisamos descobrir se temos uma doença genética, adquirida por alguma infecção por vírus, por excesso de exercícios físicos geralmente sem orientação profissional ou então o mais tétrico... pelo uso de anabolizantes, energéticos, estimulantes fato esse cada vez mais frequente.

Cuidado com os estimulantes
Até mortes por arritmias desencadeadas pelos estimulantes, por lesão direta dos anabolizantes no músculo cardíaco (miocárdio), entre esportistas que os usaram mesmo em pequenos ciclos, foram encontradas lamentavelmente. Podem reparar: os vendedores pela internet prometem milagres e nenhum risco, o que na vida real é totalmente falso.
Uma arritmia cardíaca pode também ser provocada por desidratação aguda numa corrida, seja por hipertermia (elevação extrema da temperatura corporal) ou mesmo pela perda de sódio do corpo ou pelo desbalanço do sódio pela ingestão de apenas água ao invés de isotônico, em dias muito quentes com grande perda de peso (mais de 1,5 kg) ou longa duração do exercício físico.
Uma arritmia tristemente famosa é a fibrilação ventricular súbita, que é sinônimo de parada cardíaca. Ela é uma total desregulação dos batimentos cardíacos por várias causas, que faz com que suas contrações sejam ineficientes para bombear o sangue do coração. Por isso, se não for tratada imediatamente com massagens cardíacas e choque elétrico de um desfibrilador, dificilmente se conseguirá revertê-la, configurando então parada cardíaca não recuperada, a morte súbita.
Os tratamentos atuais são muito eficientes no tratamento das mais diversas arritmias, vale dizer que o melhor medicamento num atleta é o que corrige a arritmia, não lhe tira o poder físico da explosão esportiva, não causa doping, diminuindo o risco de uma parada cardíaca. Dispositivos implantáveis debaixo da pele e músculos no tórax são fartamente usados, como os Marca Passos e os Desfibriladores Automáticos Internos (CDI), que salvam vidas e podem permitir, caso a caso, uma vida esportiva ou ativa fisicamente.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Nabil Ghorayeb (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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