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sábado, 17 de agosto de 2013

Controle de peso: equilíbrio entre os alimentos ingeridos e gasto calórico



Crescimento de doenças como diabetes, obesidade e hipertensão nos últimos anos ocorreu pela maior ingestão de alimentos industrializados




Por Rio de Janeiro
Garoto acima do peso com fita métrica (Foto: Getty Images)Obesidade é fruto do aumento do consumo de
alimentos industrializados (Foto: Getty Images)
O aumento progressivo das doenças crônicas não transmissíveis (obesidade, diabetes, hipertensão) nos últimos anos ocorreu devido a mudança no estilo de vida com maior ingestão de alimentos industrializados e de alta densidade calórica, diminuição das atividades do dia a dia (avanço tecnológico, melhoria nos transportes) e diminuição da prática esportiva.
Para manter um balanço energético equilibrado ou neutro precisa haver um equilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto energético, mantendo o peso. No Rio de Janeiro 49,6% da população apresenta sobrepeso e 16,5% obesidade segundo o VIGITEL 2011 (Vigilância  de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico).
A ingestão diária é definida pelo valor energético total (VET), expresso em Kcal, energia consumida em forma de alimento ou bebida e que pode ser metabolizada pelo corpo. A gordura produz mais energia por grama de peso (9kcal/g) do que os carboidratos (4kcal/g), as proteínas (4kcal/g) e o álcool (7kcal/g).
O gasto energético (GET) corresponde a energia gasta por um indivíduo em 24 horas. Resulta do somatório do gasto energético de repouso (GER :calorias necessárias para manter os orgãos vitais), termogênese adaptativa (TA efeito térmico dos alimentos e a temperatura) e o efeito térmico da atividade física diária e do exercício físico.
GET =  GER + TA + ATIVIDADE FÍSICA
O efeito térmico dos alimentos é o gasto energético para metabolizar e armazenar os alimentos e equivale a aproximadamente 10% do valor energético das refeições ou 10% do GET.
Nutricionistas recomendam de 5 a 6 refeições diariamente para acelerar o metabolismo (necessita de hormônios e enzimas para digerir/absorver), proteger a parte gástrica, reduzir a sensação de fome e com isso conseguir ser mais seletivo na escolha dos alimentos.
Para calcular o gasto energético gasto na atividade física utiliza-se a tabela de equivalentes metabólico (MET) para cada modalidade esportiva, dependendo da velocidade e intensidade do exercício.
Gasto energético do exercício =  MET x peso (kg) x tempo (minutos)
Exemplo : Indivíduo 70kg pratica corrida por 1 hora a10,5km/h = 11MET
Gasto energético= 11 x 70  x 60/60  = 770 kcal/ 1hora
Mudanças no comportamento para controle do peso corporal:
- reduzir o consumo de alimentos de alta densidade calórica (frituras, gratinados, cremosos, fast food)
- aumento regular das atividade diárias (ser mais ativo) e praticar regularmente exercício físico. Sair do sedentarismo.
- ingerir 5 porções, diariamente, de frutas, verduras e legumes. Estes alimentos apresentam menor densidade energética e aumenta a quantidade de alimento que pode ser consumida para um determinado nível de calorias. Por serem ricos em fibras aumentam a saciedade.
- evitar a ingestão de bebidas açucaradas
- dar preferência a alimentos integrais por serem ricos em fibras promovem mais saciedade e melhoram o funcionamento intestinal
As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Cris Perroni (Foto: GE)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Caso da corredora incansável: poder da mente influencia no desempenho



Depois de passar por uma cirurgia no cérebro, Diane Van Deren, 52 anos, esquece a distância que está percorrendo e atrasa a chegada do cansaço




Por São Paulo
O nosso cérebro é realmente responsável por coisas incríveis. O caso da americana Diane Van Deren mostrado na edição deste domingo do Esporte Espetacular é realmente fantástico. Como foi mostrado na matéria, ela era portadora de um foco epilético no lobo temporal do cérebro, área responsável pelo mecanismo da memória recente. Para tratar a epilepsia ela se submeteu a uma cirurgia que removeu tecido nervoso desta área. Os sintomas da epilepsia desapareceram e ela passou a ter uma vida normal. (Confira reportagem especial do Esporte Espetacular no vídeo acima)

É realmente um exemplo extraordinário da influência do chamado poder mental no desempenho. A competência de administrar este “cansaço psicológico” pode ter realmente enorme influência no rendimento físico.
O déficit que ficou foi um prejuízo parcial do mecanismo da memória de curto prazo, que não causa problemas maiores, diante do enorme benefício proporcionado pela cirurgia. Um dos hábitos que ela passou a cultivar foi a corrida de longas distâncias. Diane se tornou uma ultramaratonista passando a obter resultados muito significativos em provas de longas distâncias. Seus resultados foram particularmente incríveis, porque ela passou a superar todas as concorrentes femininas com 53 anos de idade.
Logo surgiram questionamentos sobre que tipo de benefício ela havia adquirido havendo até questionamentos se ela não teria vantagem em relação às demais corredoras. Na verdade, podemos entender melhor o caso da atleta abordando o mecanismo da fadiga. Consideram-se existir dois componentes: A fadiga periférica e a fadiga central.
Diane Van Deren (Foto: Reprodução / TV Globo)Diane Van Deren: corredora incansável é um caso
único no esporte (Foto: Reprodução / TV Globo)
A fadiga periférica tem origem nos mecanismos metabólicos dos músculos, decorrentes do acúmulo de ácido láctico, do esgotamento dos estoques de glicogênio, e também de fatores fisiológicos sistêmicos, como desidratação, perda de sais minerais e etc.
Estes mecanismos da fadiga periférica são antecipados quando a intensidade da corrida é maior, como nas provas de 10km, meia maratona, etc. No caso da Diane, este mecanismo não sofreu nenhuma alteração, ou seja ela tem o mesmo cansaço físico que qualquer outra atleta. Nas provas mais longas, como as ultramaratonas, a fadiga periférica também está presente, porém ela é retardada pela intensidade mais moderada do ritmo da corrida.
Nesta situação, passa a ter grande influência a chamada fadiga central, que nada mais é que a interpretação do cérebro a respeito do acúmulo progressivo de exercício que estamos fazendo. É como um cansaço decorrente até de certa monotonia do exercício muito prolongado. Este mecanismo tem enorme relação com a memória a curto prazo, que no caso da Diane está comprometida. Isto, com certeza explica a maior tolerância que ela adquiriu para as provas de longas distância.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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