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domingo, 26 de maio de 2013

Melhora da aptidão física na infância reduz o sobrepeso na adolescência


Segundo pesquisa, este seria um benefício a ser incorporado para a vida adulta, o que enfatiza a importância da prática de exercícios para crianças


Por Turibio BarrosSão Paulo

Um estudo fruto da parceria de vários laboratórios europeus foi publicado recentemente na revista oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva. No trabalho realizado, 600 crianças, meninos e meninas, de 8 a 10 anos com peso normal foram acompanhadas durante um período de seis anos para identificar fatores que durante a infância determinam o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade na adolescência.

Foram analisados fatores como aptidão física, fatores demográficos e educacionais, além da herança de sobrepeso paterno. Todas as crianças passaram por testes de avaliação de aptidão física no início e no final do estudo e tiveram monitorados seus índices de massa corporal (IMC) para diagnóstico de sobrepeso e obesidade.

Acompanhar os filhos em caminhadas e pequenas corridas: hábito saudável (Foto: Rogério Santana)

Nas conclusões obtidas no estudo foi constatado que os meninos apresentavam maior incidência de sobrepeso e obesidade que as meninas. Foi também observado que não havia influencia do nível educacional dos pais no ganho de peso dos filhos.

Como seria de esperar, o maior IMC dos pais também representava um fator de maior prevalência de obesidade nos filhos, caracterizando a influencia da herança genética. Entretanto, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foram os resultados obtidos a respeito da influencia da melhora da aptidão física na prevenção da obesidade.

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Muito mais do que a influencia do sexo, nível educacional ou herança genética, a melhora da aptidão física foi o fator que mais interferia na prevenção da obesidade. As crianças que mostraram melhora da aptidão física durante o intervalo do estudo, fruto de um estilo de vida mais ativo, foram literalmente “blindadas” do ganho excessivo de peso.

Segundo os pesquisadores este seria um benefício a ser incorporado para a vida adulta, o que enfatiza a enorme importância do estímulo à prática de exercícios para crianças já durante a infância, representando um verdadeiro legado a ser usufruído pelo resto da vida.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / Euatleta.com.

sábado, 25 de maio de 2013

Respiração correta pode aumentar a resistência durante a prática esportiva


Domínio dos movimentos certos facilita na hora da corrida, diminui a fadiga, ajuda na recuperação e no alongamento após os exercícios físicos


Por Rio de Janeiro

Respiração Eu Atleta (Foto: Reprodução internet)O diafragma se movimenta acordo com a maneira
correta de respirar (Foto: Reprodução internet)
Hoje falaremos da respiração diafragmática, importante no nosso dia-a-dia para falar, cantar, para o bom funcionamento dos intestinos, para aumentar a capacidade respiratória e, consequentemente, aumentar a resistência durante a prática de esportes. Na hidroterapia, trabalhamos o tempo todo coordenando a respiração diafragmática com os exercícios. No início, a aprendizagem pode ser difícil, mas vale a pena insistir, pois os ganhos são muitos.
Devido à importância da respiração correta para o desenvolvimento motor, psicológico e emocional, ela deveria ser ensinada ainda na escola, no início do primeiro grau. Apesar de a respiração ser importante durante toda a vida, 95% das pessoas não sabem respirar.
Quando inspiramos, o diafragma desce, enche como uma bola de aniversário, pressionando o abdômen para fora e massageando os órgãos internos. Quando expiramos, o diafragma sobe e a barriga fica murcha, entrando como se o umbigo fosse colar nas costas. “Ar para dentro barriga para fora, e ar para fora barriga para dentro" (Veja o exemplo na foto acima).
Na água, a pressão hidrostática - a mais importante das propriedades físicas da água neste caso - ajuda a empurrar as costelas e o abdômen para dentro, facilitando a saída do ar. Ela também dificulta a inspiração, aumentando a resistência e fortalecendo toda a musculatura envolvida, que precisa trabalhar mais para encher o abdômen e afastar as costelas contra a água.
A pressão hidrostática atua como uma meia elástica: quanto maior a pressão no fundo da piscina, menor na superfície da água, exercendo pressão em todo o corpo por igual. Ela aumenta o retorno venoso, diminui a frequência cardíaca, diminui o edema (inchaço), atua como drenagem linfática em todos os gânglios e auxilia na respiração.
O domínio da respiração facilita a prática da corrida, aumenta a resistência à fadiga, ajuda na recuperação e no alongamento após o exercício físico.
Respiração Eu Atleta (Foto: Reprodução internet)A respiração correta é feita pelo abdômen, não pela
parte superior do peito (Foto: Reprodução internet)
Deve-se correr respirando o tempo todo pelo abdômen e não pela parte superior do peito(Veja o exemplo na foto ao lado). Desta maneira, o atleta estará oxigenando o cérebro, protegendo a coluna e aumentando o condicionamento físico. Esta é a respiração fisiológica, como a dos bebês, e deve ser internalizada.
Uma reeducação respiratória é recomendada para fumantes, ex-fumantes ou asmáticos que já correm ou desejam começar a correr. Ela aumentará o rendimento destes atletas e pode ser feita na água, que é facilitadora, ou na fisioterapia seca, fora da água.
Um lembrete importante: não se deve fumar uma hora antes e nem uma hora depois do exercício físico. Esta é a pior hora para fumar, mesmo não tragando, pois os alvéolos estão abertos e ávidos para absorver toda a nicotina.
Sandra Wegner (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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